Quando um empre­en­de­dor monta uma star­tup, uma das pri­mei­ras ideias que pas­sam por sua cabeça (mesmo que ela venha a ser des­car­tada depois) é pro­cu­rar apoio de inves­ti­do­res. É um movi­mento natu­ral, já que em boa parte das vezes o dono da ideia não tem o capi­tal neces­sá­rio para fazer o negó­cio deco­lar tão rápido quanto gostaria.

Mas é impor­tante lem­brar que o inves­ti­dor não deixa de ser um sócio e, como tal, vai cobrar resul­ta­dos e lucro. Se a sua star­tup ainda não esti­ver pre­pa­rada para bus­car esta ajuda, o dinheiro do inves­ti­dor pode sair mais caro do que o esperado.

Antes de recor­rer a esse recurso, bus­que infor­ma­ções sobre o assunto, refe­rên­cias de inves­ti­do­res, con­verse com empre­en­de­do­res que já rece­be­ram apor­tes, e sem­pre nego­cie, nunca feche uma par­ce­ria de primeira.

Yuri Gitahy, inves­ti­dor anjo e fun­da­dor da Ace­le­ra­dora, conta quais são os três prin­ci­pais pro­ble­mas que um empre­en­de­dor pode ter ao pro­cu­rar inves­ti­mento antes da hora:

Fechar negó­cio com inves­ti­do­res inex­pe­ri­en­tes
Inves­ti­do­res pro­fis­si­o­nais cos­tu­mam apor­tar capi­tal somente em star­tups que com­pro­vam algum his­tó­rico de sucesso, ainda que somente com um pro­tó­tipo em mãos. Inves­ti­do­res menos pre­pa­ra­dos têm menos con­di­ções de ava­liar essa evo­lu­ção. Podem aca­bar con­fi­ando demais na venda que o empre­en­de­dor faz do pro­jeto, sem geren­ciar os ris­cos. Esse é o pri­meiro passo para um inves­ti­mento prematuro.

Bus­car um aporte antes de vali­dar seu cli­ente
Nunca é bom ter capi­tal dis­po­ní­vel em pro­je­tos qu ainda não têm os pró­xi­mos pas­sos defi­ni­dos com pre­ci­são. “Seria como diri­gir um carro a 200 km/h sem saber para onde virar o volante”, diz Gitahy. “Mui­tos empre­en­de­do­res bus­cam capi­tal para cus­tear a cri­a­ção de pro­du­tos antes mesmo de ter vali­dado se o cli­ente está dis­posto a pagar por aquilo”, afirma.

Com­pro­me­ti­mento exces­sivo com o inves­ti­dor
Quanto mais ini­cial for o está­gio de um pro­jeto, mais par­ti­ci­pa­ção o inves­ti­dor pode exi­gir – ou mais agres­si­vas podem ser as metas impos­tas. “Star­tups com apor­tes pre­ma­tu­ros podem aca­bar des­mo­ti­vando tanto o empre­en­de­dor quanto o inves­ti­dor, além de gerar con­fli­tos sérios pelo não cum­pri­mento de metas”, diz Gitahy.

Fonte: Peque­nas Empre­sas, Gran­des Negócios

Sér­gio Hen­ri­que Tedeschi

Mes­tre e Espe­ci­a­lista em Direito Empresarial

Pro­fes­sor de Direito Empre­sa­rial, Tra­ba­lhista e Tributário

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